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Fortaleza, Ceará, Brazil
Apenas uma alma perdida nadando em um aquário, ano após ano, correndo sobre o mesmo velho chão... O que tenho encontrado? Os mesmos velhos medos...

Road.

Bom, já que os fãs estavam clamando por posts faz tempo que não posto, hoje, durante a aula do meu carrasco querido professor de métodos, escrevi algo a respeito de um tema que já gostaria de abordar, só não tinha texto pra expor =x.

O titulo não é muito intuitivo, mas a intenção era tratar de viagem. Ou mais especificamente, o que considero como "ideal de vida".
Até minha adolescência, nunca parava muito pra pensar no futuro. "O que vier ta bom". E talvez seja por isso que criei esse desapego, esse espírito niilista, no sentido de não almejar riqueza, casas, carros... enfim.
É infantil, é ingênuo, mas eu procuro a felicidade. E ela não está ligada nem um pouco a bens materiais. Sim, e é aí que a estrada entra. Viajar por aí, conhecer pessoas, viver diferentes experiências.
Preciso abrir um parêntese a respeito de experiências, pois ela está inclusa em uma de minhas filosofias de vida. Sinceramente, não espero, no futuro, olhar para trás e dizer: Eu vivi 50 anos. Ou 70, ou 200. Não, não quero contar minha vida por quantidade de tempo (aliás, eu já falei um pouco a respeito dele, não?), e sim pelo que vivi, o quanto vivi, seja em 100 anos, ou em 20.
E desde que assumi essa filosofia, procuro vivenciar o máximo de experiências que me agradem. Não quero dizer com isso que vou fazer algo que não tenho vontade apenas para "somar" em minha experiência. Não mesmo.
Claro que minha personalidade não ajuda tanto nessa minha filosofia. A timidez talvez venha sendo um dos meus inimigos, mas o pior deles é realmente a baixa auto-estima.
Voltando a estrada... Não sei o que quero com isso. Fuga? Talvez. Aliás, é o que me pergunto todo o tempo. Realmente não me dou bem com responsabilidades. Aí entra a baixa auto-estima, não queria que outras pessoas dependessem de mim, por não confiar na minha capacidade... enfim. Mas essa fuga pode ter um resultado positivo. Conhecer lugares diferentes e pessoas diferentes pode me fazer, de fato, amadurecer.
Bom, enquanto não encontro minha estrada, e continuo "preso" a este lugar, deixo o texto, homônimo ao post, que não tem muuuuito a ver com o que falei, mas o que vale é a intenção.


-Road

Andando por esta rua, vejo, através dos retrovisores, tudo que passei. Mas não posso olhar para trás. Não posso me virar, apesar de não ver nada a minha frente. Nos espelhos, vejo um sorriso. Mal posso crer, sou eu quem está alí.
Ah, um garoto feliz.
Agora estou andando. Andando sempre em frente. Feliz? Triste?
Andando.
Foda-se! Há uma seta saindo do meu peito e que, sem querer, guia meu caminho, me diz aonde ir.
Foda-se. Preciso dribrá-la e me perder. Do destido. Das pessoas.
De mim.
Agora vejo um olhar. Aquele de ressaca, que me fez ir tão fundo ao mar, do qual não pude voltar.
Então afundei. Afundei e cheguei nesta estrada. Não consigo correr. Não consigo pular.
Não consigo olhar para trás.
Em cada cruzamento vejo um rosto conhecido. E suas estradas são claras. Na frente prevalecem as cores. A felicidade.
Mas não posso parar.
Apenas acenar, passar.
Em frente... Em frente... se ouvesse um raio de esperança para iluminar o caminho... uma chama de entusiasmo...
Agora vejo um rosto.
Sou eu, olhando atravéz de um espelho, tentando imaginar o que me aguarda no futuro.
Durma criança. Não perca seu tempo. Aproveite o recreio. Viva enquanto pode.





Você não sabe de nada.

6 Comments:

  1. Darkbug said...
    Eu acho que eu já sou bem o contrario de ti nesse ponto de vista ai, ao invés de ir sempre em frente pra aprender coisas novas, eu sempre ando pra trás pra tentar não repetir os erros que eu já cometi...
    Natan said...
    nossa cara, mto legal! Eu tenho um fascínio muito grande pela estrada, não que eu goste de conhecer pessoas novas ou novas experiências... é mais um gosto por viajar e ter uma vida desgarrada... "Saber o que há atrás da próxima montanha (...) e fazer da vida uma viagem daquelas." Dá pra sacar que eu curto logo pelo nome do meu blog (q tu nunk mais entrou lá ¬¬ vê lá, tu vai curtir o último post q escrevi xDDD)
    Achei lindo o texto que tu escreveu (e não sou gay) qm sabe tu poderia escrever músicas pro pink floyd se a banda ainda tivesse ativa! XD
    Anônimo said...
    gostei, principalmente dos comentários, curto saber q n sou o único niilista com baixa auto-estima =P
    quanto ao texto, gostei, foi criativo ^^

    ass: Bill
    Anônimo said...
    Admiro tua "ingênuidade". Não deixa isso se perder no tempo. Não perde os sonhos, ok?

    ass:lily.
    Nichollas Fonseca said...
    Respondendo a todos...
    DB, erros são inevitáveis, não podemos deixar de viver com medo de cometêlos =x
    Neits, eu leio pow! E percebi que o assunto também lhe chama atenção, obrigado por acompanhar e gostar de mais 1 post ^^
    Bill, parece que temos mais coisas em comum do que parece =]
    Lily, nunca... ao menos assim espero. Essa criança ingênua nunca vai morrer, espero sempre lembrar destas palavras, e, quando pensar em esquecer, espero que meus amigos me façam lembrar quem realmente sou ^^
    Arthur said...
    O lance é ser maduro sem matar a criança interior (daí a história de que maturidade é em áreas e não algo único e indivisível), psicologia barata eu sei mas é bem por aí.

    Enfim, curti, me deu material pra pensar como esperado e também admiro o "road" assim como fogo ou lua é um elemento bem interessante pra filosófos desocupados de plantão.

    E é bom sempre lembrar que existem encruzilhadas, se um caminho não tiver agradando, uma experiência não estiver sendo benéfica, bem... é dar meia-volta e escolher outro caminho. =P

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