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Fortaleza, Ceará, Brazil
Apenas uma alma perdida nadando em um aquário, ano após ano, correndo sobre o mesmo velho chão... O que tenho encontrado? Os mesmos velhos medos...

Madness?

Bom, pensei nesse tema de post a partir de uma frase que me veio a cabeça outro dia, que irei citá-la logo a frente.
Bem... o que é loucura? Agir diferente da maioria? Ir contra o "fluxo"? Além da loucura diagnosticada, muitos são taxados de loucos por fazer coisas diferentes. Bem, particularmente, prefiro ser louco a agir como a maioria.
A loucura está nos olhos de quem não vê. Essa frase exprime a minha opinião sobre a loucura em si. Eu mesmo posso chamar alguém de louco por não compreender, não "enxergar" uma dada situação, e taxar de loucura.
Muitos até mesmo apreciam a loucura. Se observarmos esse estado como a quebra da normalidade, podemos até chegar a conclusão que a loucura é artística! Sim, e muitos artistas a utilizam para criar grandes obras. Uns fogem da loucura, outros encontram nela a paz.
Claro que estou subjetivando demais o assunto. Pessoas podem perder o controle por estar em 1 estado diagnosticado de loucura. É nesse ponto que entramos na dor que a loucura pode causar nas pessoas. Desprender-se demais do "mundo real" pode ser mais doloroso do que viver nele. Por "mundo real" entenda o que quiser, mas EU faço uma associação direta com a rotina. Rotina é a coisa mais destrutiva com que lido na minha vida. Odeio estar preso em um ciclo que parece pré-estabelecido. Então, no meu caso, fugir do meu "mundo real" é bom.
Bem, falando um pouco de mim em relação ao assunto, consigo de cara me encaixar em 1 tipo de loucura: a bipolaridade. Meu melhor estado é o niilista. Desvalorização de tudo, no sentido de não me preocupar com as consequências... Aliás, queria realmente poder manter esse estado por mais tempo.
Bom, pra acabar com toda essa enrolação, e sem fugir do tema, disponibilizo aqui um texto meu bem bipolar que tenho guardado a algum tempo. Não o nomeei, e acho melhor assim. Se nada me vem à cabeça de cara, é melhor deixar em branco. Forçar um título poético só o tornaria mais medíocre ;p


-

- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

- Do que você ta rindo?

- Não parece óbvio? De você.

- ...

- Você é uma grande piada, deveria se dar conta disso. Não é você que entende das coisas?

- Quando se trata de si, os pensamentos são um pouco diferente.

- Não parou pra pensar que as coisas são simples? Aliás, foi você quem me ensinou isso.

- O que você quer que eu diga? O que você quer dizer com isso?

- Não sei também, você não parece muito disposto a mudar nem de ouvir sobre qualquer coisa a seu respeito. Você fala que as pessoas precisam de ajuda, mas... FODA-SE, elas não precisam da SUA ajuda, não de alguém que só se lamenta e não tem coragem de se levantar.

- E o que me resta então?

- Você não sabe? O que você, no alto da sua sabedoria diria a si mesmo.

- O que você me diria?

- Por um tempo eu tentei te dizer algo, mas agora acho que não tem o que dizer. Você me decepcionou.

- Mas que novidade... Já me conformei com isso.

- Me afogue na suas lembranças, então.

- Eu pensei que você fosse me salvar, e agora eu tenho que te afogar?

- Você não entende nada mesmo...

- Eu preciso de você.

- Agora é tarde.

- Pensei que não ligássemos pra tempo.

- Não, não... Você quem sempre falou isso. Ele está aí e você, no alto de sua ingenuidade, pensou que poderia viver sem pensar nele. O tempo te pregou uma peça...

- Acho que o tempo acabou pra essa conversa então.

- Você não tem crença nem nos próprios pensamentos, como pretende que tudo isso passe?

- ...

- Durma. E me deixe dormir... Dividir o mesmo corpo é suportável, mas não posso ficar ouvindo sua voz por muito mais tempo. Você controla a mente e o corpo, eu sou só um intruso... me deixe ao menos descansar em paz.

8 Comments:

  1. Arthur said...
    Muito bom. ;x Por isso sempre valorizei bastante a compreensão, a capacidade de não deixar conceitos pré-estabelecidos taparem seus olhos...
    E a ode a loucura é bem interessante também, mas o que eu acho realmente amedrontador nela, é que nesse estado (nesse estado aos olhos 'sociais') todas as suas idéias e opiniões são desvalorizadas. O que nos força a vestir uma máscara social de aceitação para que nossas idéias vindas de um momento louco (estou sendo simplista..) tenham respaldo.
    Ah e também... creio que toda a forma de loucura consome demais do indivíduo. Mas sei lá, às vezes é tão interessante né? :P

    Enfim, ótimo post. ^^
    Lorobode said...
    Socialmente falando, o quanto você se importa? Tipo, há algum tempo eu usava uma máscara social de "primeiro encontro". Ou seja, tentava ser agradável pra depois conhecer direito, enfim. Hoje eu simplesmente não me importo. Assim chegamos a questão inicial.
    Enfim, valeu tutu, apesar de tu já conhecer o texto, ao menos o post foi proveitoso =D
    Anna Sérgia said...
    Gostei mais desse texto do que do 'Alice' XD
    As vezes eu tenho essas conversas comigo mesmo, mas meu tipo de loucura é bem diferente desse... tentando dar nome, seria uma loucura depressiva.
    guilherme.s.lopes said...
    A loucura diagnóstica é construída. Já teve a época da anorexia, depois a época da depressão, depois a época do stress, depois da hiperatividade, depois da bipolaridade... rapaz, isso tudo é instrumento de uma rede de poder que gere cada mínimo hábito de todos nós.
    Aliás, muitos pensam que a loucura está no que se diz. Pelo contrário, a loucura está justamente no que não se diz. A loucura é aquele pensamento que não temos coragem de pensar, aquilo que não temos coragem de dizer... Pois de louco todos nós temos um pouco. E a culpa e a repreensão sutil nos fazem ter medo, medo de pensar, medo de agir, medo de sermos diferentes. Termino meu comentário com uma frase de Nietzsche: O MEDO É O PAI DA MORALIDADE.
    Valeu Nichollas! O tema tá SHOW!
    Nichollas Fonseca said...
    Poxa gui, me emocionei aqui com teu post =D

    Valeu, comentário muito construtivo a respeito, essa ligação medo/loucura é algo muito digno a ser discutido.
    Natan said...
    Porra nick, o post ficou muito fera cara!!! Nisso que dá ficar ouvindo muito pink floyd =P
    continua assim! o/
    Jéssica Lins said...
    Niiick!
    Adorei o post.! Muitas vezes tentamos fugir do comum e para alguns isso parece loucura, enquanto pra nós é apenas um modo de sair da rotina, sair da mesmice. Acredito que nesse ponto podemos ser um pouco "egoístas": satisfazer a nós mesmos e procurar sempre estar de bem com a vida eh uma boa opção.
    Bjinhos!
    Arthur said...
    Recomentando só pra dizer que curti MUITO o comentário, Gui :P Muito bom mesmo.

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